profanoração
19/10/2011 por shirukaya
Publicado em Em Verso, Poesia | Etiquetado Poesia, Thiago Lia Fook | 13 Comentários
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Excelente! Muito bom, Thiago.
Sou fã da poesia de Thiago, considerando-o, inclusive, um dos melhores poetas de nossa geração. No entanto, não gostei do poema. Prefiro a poesia fookiana mais lírica.
perdão: considero-o
Me lembrou a acidez irreverente do velho Gregório…
E já q o enjambement desse danado deu tanto trabalho pra ir ao ar, vou comentá-lo em especial:
valeu a pena o arranjo, pois percebi q as partes recuadas tem sentido independente das de q se separarm, como se fossem doi poemas independentes. Também é comum desse tipo de arranjo q os poetas construam desenhos. não vi um muito detalhado, a não ser a forma de “escada” da última estrofe, possivel referência ao caminho para o céu. Sem dúvida Thiago dá mandando muito bem.
Poxa, gostei muito, muito mesmo…
Meu apego às coisas religiosas me fez ver no poema um lado rebelde, transgressor.
Eu tiraria apenas as duas antepenúltimas estrofes: “o pão nosso é nossa sina” e “as ofensas que empenhamos”.
No total: achei excelente.
nem, as sibilantes da aliteração tão massa. rs.
Amigos, agradeço a leitura.
Caro Jairo, devo confessar que, ao retornar ao poema como leitor, eu mesmo senti algum choque. Talvez, seja o homem religioso que já existiu em mim e cujos fósseis devem jazer no âmbar do meu aparelho psíquico. Rsrsrs
Cyelle, hesitei um pouco quanto à quinta estrofe. O terceiro verso não me parece muito fluente. Em todo caso, não há como manter a refrência ao ‘Pai Nosso’ sem essas estrofes.
Wander, empreguei os recuos para sugerir a sensação de dois poemas em ‘garotas de Manaíra’. Aqui, as intenções foram mais recatadas. Na verdade, procuro pontuar os versos de maneira distinta da prosa. Os recuos me servem bem nesse sentido.
Valeu!
Ótimo! Soube fazer uma drummondiada fodástica com o tema!
Poema dos melhores já publicado aqui, enfoque, transgressão, formatividade. Parabéns!
eu achei muito thiagoliafookiano o texto.
Incrível obra de engenharia poética, comparável em meu imaginário ao imortal “A Morte do Leiteiro” – do Drummond. Caso tivesse de fazer uma crítica, talvez eu esperasse rimas mais pulsantes. No começo do poema esperava rimas mais arrebatadoras – entanto foram as idéias e imagens que ganharam volume. Parabéns – pelo menos mais 1 caixabaixista para ser execrado por tocar indelicadamente nas hostes religiosas, posto que dediquei um livro inteiro a isso.
Amigos, agradeço as leituras.
Beto, prometo melhorar!
João, estou aguardando a notificação do Santo Ofício! Rsrsrs…
Eu, que não rezo pra dormir (nem pra nada) já faz muito muito tempo, vou declamar está profanoração hoje à noite, com as mãos postas ao soar das trombetas. São poemas como este que respondem a pergunta “para que literatura?”. É pra isso, para me fazer sentir vontade de lê-la, de degusta-la, de profanora-la…